Aula pronta: Tectônica de placas, terremotos e vulcões
Uma aula de 50 minutos para o Ensino Médio e o pré-vestibular, pronta para usar: mapa para projetar, questões em modo turma e atividade para imprimir com gabarito.
A atividade sai com 5 questões. Quer trocar? Marque ou desmarque “Incluir na atividade” em cada questão abaixo.
Roteiro da aula
5 min
Pergunta disparadora“Por que o Chile e o Japão têm terremotos fortes com frequência, e o Brasil quase não tem?” Ouça as hipóteses da turma sem corrigir ainda.
15 min
Leitura guiada do mapaProjete o mapa e percorra do centro para fora. Peça que a turma encontre a pegadinha (quadros vermelhos) e as definições (quadros amarelos).
20 min
Questões em modo turmaCada aluno vota com os dedos (1 = A, 2 = B…). Revele a resposta e comente a pegadinha.
10 min
FechamentoVolte à pergunta inicial: agora a turma responde. Entregue a atividade impressa para casa.
Objetivos
Relacionar os tipos de limite entre placas a dobramentos, vulcões e terremotos.
Explicar por que o Brasil, no meio da placa Sul-Americana, tem só tremores fracos.
Mapa mental grátis da Daatha. Pode projetar em aula citando a fonte.
Questões em modo turma
Questão 1ENEM
Fósseis do Mesossauro, um pequeno réptil de água doce, foram encontrados no Brasil e no sul da África. Esse animal não conseguiria atravessar um oceano.
Esse fato foi usado por Alfred Wegener como prova de que:
Aa América do Sul e a África já estiveram unidas em um único continente, a Pangeia.
Bas placas tectônicas se movem por causa das correntes de convecção no manto.
Co Mesossauro migrou nadando pelo oceano Atlântico.
Dos continentes sempre estiveram na posição atual.
Eo nível do mar era tão baixo que se podia caminhar entre os continentes por uma ponte de terra.
Resposta: A
Wegener (1912–1915) reuniu provas de que os continentes formaram um só, a Pangeia: o encaixe da costa da América do Sul com a da África, os mesmos fósseis (Mesossauro e a planta <i>Glossopteris</i>) e rochas e marcas de geleiras que continuam de um continente para o outro.
Pegadinha para comentar com a turma
Wegener provou que os continentes se moveram, mas não explicou o motor.
Questão 2Vestibular
Associe cada tipo de limite entre placas a um exemplo. 1. Divergente 2. Convergente 3. Transformante ( ) Dorsal Mesoatlântica ( ) Cordilheira dos Andes ( ) Falha de San Andreas (EUA) ( ) Cordilheira do Himalaia A sequência correta, de cima para baixo, é:
A1, 2, 2, 3.
B1, 2, 3, 2.
C2, 1, 3, 2.
D3, 2, 1, 1.
E1, 3, 2, 2.
Resposta: B
Na Dorsal Mesoatlântica, as placas se afastam e nasce crosta nova (divergente). Os Andes (placa de Nazca sob a Sul-Americana) e o Himalaia (Índia contra a Eurásia) nascem do choque de placas (convergente). Na Falha de San Andreas, as placas deslizam lado a lado (transformante).
Pegadinha para comentar com a turma
Dorsal cria crosta; subducção destrói; transformante só desliza (e treme).
Questão 3ENEM
Dois terremotos de mesma magnitude atingiram regiões diferentes. No primeiro, quase não houve estragos. No segundo, que aconteceu perto de uma cidade com construções frágeis, muitos prédios desabaram.
A diferença entre os dois casos se explica porque:
Aa escala Richter mede o número de mortos de cada terremoto.
Ba intensidade depende apenas da energia liberada no hipocentro.
Ca magnitude mede os estragos, e por isso deveria ser a mesma nos dois lugares.
Da magnitude mede a energia liberada, enquanto a intensidade mede os efeitos na superfície, que dependem da distância, da profundidade e das construções.
Eos dois terremotos tiveram a mesma intensidade, mas magnitudes diferentes.
Resposta: D
Magnitude (escalas Richter ou de momento) é a energia liberada: um valor para cada terremoto. Intensidade (escala de Mercalli, de I a XII) é o que se sente e o estrago em cada lugar. Um mesmo terremoto tem uma magnitude e várias intensidades.
Pegadinha para comentar com a turma
Magnitude = energia (Richter). Intensidade = estragos (Mercalli).
Questão 4Concurso
Em 1955, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a Serra do Tombador, em Mato Grosso. É o maior já registrado no Brasil.
Sobre os terremotos e vulcões no Brasil, é correto afirmar que:
Ao Brasil não tem terremotos, porque está longe do Círculo de Fogo do Pacífico.
Bo Brasil está no limite entre duas placas, como o Chile, mas os terremotos são mais fracos.
Co Brasil tem vulcões ativos no Nordeste, como os de Fernando de Noronha.
Dos tremores no Brasil são causados apenas por explosões em pedreiras e minas.
Eo Brasil fica no interior da placa Sul-Americana; por isso, tem tremores raros e em geral fracos, causados por falhas antigas, e não tem vulcões ativos.
Resposta: E
O Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das bordas onde as placas se chocam. Mesmo assim, há tremores, por causa do acúmulo de tensões em falhas antigas dentro da placa. São raros e quase sempre fracos.
Pegadinha para comentar com a turma
Terremoto no Brasil existe: raro e fraco. Vulcão ativo é que não existe.
Questão 5ENEM
Medições por GPS mostram que o Himalaia continua subindo alguns milímetros por ano, enquanto a erosão desgasta seus picos.
O Himalaia continua se elevando porque:
Aas duas placas estão se afastando, como na dorsal mesoatlântica.
Ba placa Indiana ainda se choca com a placa Eurasiática, comprimindo e dobrando as rochas.
Cvulcões ativos lançam lava sobre os picos todos os anos.
Do Himalaia é um dobramento antigo, do Pré-Cambriano, já estabilizado.
Ea erosão acumula sedimentos no topo das montanhas.
Resposta: B
O Himalaia é um dobramento moderno: nasceu do choque da Índia com a Eurásia, que continua. Por isso a cordilheira ainda sobe e tem terremotos fortes. É lá que fica o Everest, com 8.849 m.
Pegadinha para comentar com a turma
Himalaia = colisão de dois continentes; Andes = oceano sob continente (subducção).
Questão 6Concurso
Analise as afirmativas. I. Os Andes e o Himalaia são dobramentos modernos, formados no Cenozoico pelo choque de placas. II. Os Urais e os Apalaches são dobramentos antigos e, por isso, são mais baixos e desgastados. III. A Serra do Mar é um dobramento moderno, o que explica a presença de cordilheiras no Brasil. IV. Os escudos cristalinos são formados por rochas sedimentares recentes e ricas em petróleo. Estão corretas:
AI, II, III e IV.
BI e II, apenas.
CII e IV, apenas.
DI, apenas.
EI, II e III, apenas.
Resposta: B
I e II estão corretas. Quanto mais nova, mais alta a cadeia de montanhas, porque a erosão ainda não teve tempo de desgastá-la. A III está errada: o Brasil não tem dobramentos modernos nem cordilheiras, e a Serra do Mar é a borda (escarpa) de um planalto. A IV está errada: escudos são rochas magmáticas e metamórficas muito antigas, sem petróleo.
Pegadinha para comentar com a turma
Montanha alta = jovem. Escudo e dobramento antigo = baixos e gastos.
Quer o tema completo para a turma?
O pack Geologia, relevo e solos tem 20 mapas mentais e o caderno com 40 questões comentadas. Para usar com turmas inteiras ou na escola, fale comigo: monto uma condição para o seu caso.
1. Fósseis do Mesossauro, um pequeno réptil de água doce, foram encontrados no Brasil e no sul da África. Esse animal não conseguiria atravessar um oceano. Esse fato foi usado por Alfred Wegener como prova de que:
A) a América do Sul e a África já estiveram unidas em um único continente, a Pangeia.
B) as placas tectônicas se movem por causa das correntes de convecção no manto.
C) o Mesossauro migrou nadando pelo oceano Atlântico.
D) os continentes sempre estiveram na posição atual.
E) o nível do mar era tão baixo que se podia caminhar entre os continentes por uma ponte de terra.
2. Associe cada tipo de limite entre placas a um exemplo. 1. Divergente 2. Convergente 3. Transformante ( ) Dorsal Mesoatlântica ( ) Cordilheira dos Andes ( ) Falha de San Andreas (EUA) ( ) Cordilheira do Himalaia A sequência correta, de cima para baixo, é:
A) 1, 2, 2, 3.
B) 1, 2, 3, 2.
C) 2, 1, 3, 2.
D) 3, 2, 1, 1.
E) 1, 3, 2, 2.
3. Dois terremotos de mesma magnitude atingiram regiões diferentes. No primeiro, quase não houve estragos. No segundo, que aconteceu perto de uma cidade com construções frágeis, muitos prédios desabaram. A diferença entre os dois casos se explica porque:
A) a escala Richter mede o número de mortos de cada terremoto.
B) a intensidade depende apenas da energia liberada no hipocentro.
C) a magnitude mede os estragos, e por isso deveria ser a mesma nos dois lugares.
D) a magnitude mede a energia liberada, enquanto a intensidade mede os efeitos na superfície, que dependem da distância, da profundidade e das construções.
E) os dois terremotos tiveram a mesma intensidade, mas magnitudes diferentes.
4. Em 1955, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a Serra do Tombador, em Mato Grosso. É o maior já registrado no Brasil. Sobre os terremotos e vulcões no Brasil, é correto afirmar que:
A) o Brasil não tem terremotos, porque está longe do Círculo de Fogo do Pacífico.
B) o Brasil está no limite entre duas placas, como o Chile, mas os terremotos são mais fracos.
C) o Brasil tem vulcões ativos no Nordeste, como os de Fernando de Noronha.
D) os tremores no Brasil são causados apenas por explosões em pedreiras e minas.
E) o Brasil fica no interior da placa Sul-Americana; por isso, tem tremores raros e em geral fracos, causados por falhas antigas, e não tem vulcões ativos.
5. Medições por GPS mostram que o Himalaia continua subindo alguns milímetros por ano, enquanto a erosão desgasta seus picos. O Himalaia continua se elevando porque:
A) as duas placas estão se afastando, como na dorsal mesoatlântica.
B) a placa Indiana ainda se choca com a placa Eurasiática, comprimindo e dobrando as rochas.
C) vulcões ativos lançam lava sobre os picos todos os anos.
D) o Himalaia é um dobramento antigo, do Pré-Cambriano, já estabilizado.
E) a erosão acumula sedimentos no topo das montanhas.
6. Analise as afirmativas. I. Os Andes e o Himalaia são dobramentos modernos, formados no Cenozoico pelo choque de placas. II. Os Urais e os Apalaches são dobramentos antigos e, por isso, são mais baixos e desgastados. III. A Serra do Mar é um dobramento moderno, o que explica a presença de cordilheiras no Brasil. IV. Os escudos cristalinos são formados por rochas sedimentares recentes e ricas em petróleo. Estão corretas:
A) I, II, III e IV.
B) I e II, apenas.
C) II e IV, apenas.
D) I, apenas.
E) I, II e III, apenas.
Material: Daatha · daatha.com.br
Gabarito do professorTectônica de placas, terremotos e vulcões
1 – A. Wegener (1912–1915) reuniu provas de que os continentes formaram um só, a Pangeia: o encaixe da costa da América do Sul com a da África, os mesmos fósseis (Mesossauro e a planta <i>Glossopteris</i>) e rochas e marcas de geleiras que continuam de um continente para o outro. Pegadinha: Wegener provou que os continentes se moveram, mas não explicou o motor.
2 – B. Na Dorsal Mesoatlântica, as placas se afastam e nasce crosta nova (divergente). Os Andes (placa de Nazca sob a Sul-Americana) e o Himalaia (Índia contra a Eurásia) nascem do choque de placas (convergente). Na Falha de San Andreas, as placas deslizam lado a lado (transformante). Pegadinha: Dorsal cria crosta; subducção destrói; transformante só desliza (e treme).
3 – D. Magnitude (escalas Richter ou de momento) é a energia liberada: um valor para cada terremoto. Intensidade (escala de Mercalli, de I a XII) é o que se sente e o estrago em cada lugar. Um mesmo terremoto tem uma magnitude e várias intensidades. Pegadinha: Magnitude = energia (Richter). Intensidade = estragos (Mercalli).
4 – E. O Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das bordas onde as placas se chocam. Mesmo assim, há tremores, por causa do acúmulo de tensões em falhas antigas dentro da placa. São raros e quase sempre fracos. Pegadinha: Terremoto no Brasil existe: raro e fraco. Vulcão ativo é que não existe.
5 – B. O Himalaia é um dobramento moderno: nasceu do choque da Índia com a Eurásia, que continua. Por isso a cordilheira ainda sobe e tem terremotos fortes. É lá que fica o Everest, com 8.849 m. Pegadinha: Himalaia = colisão de dois continentes; Andes = oceano sob continente (subducção).
6 – B. I e II estão corretas. Quanto mais nova, mais alta a cadeia de montanhas, porque a erosão ainda não teve tempo de desgastá-la. A III está errada: o Brasil não tem dobramentos modernos nem cordilheiras, e a Serra do Mar é a borda (escarpa) de um planalto. A IV está errada: escudos são rochas magmáticas e metamórficas muito antigas, sem petróleo. Pegadinha: Montanha alta = jovem. Escudo e dobramento antigo = baixos e gastos.